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TANTRIKA
Tantrika é uma série sobre o poder do prazer sob o olhar tântrico. Gravada em Caraíva, na Bahia, no contrafluxo da modernidade líquida e da aceleração desmedida que afeta a relação com o nosso eu e com o mundo, Tantrika é uma ponte entre a sexualidade e o empoderamento.
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Neste primeiro episódio, Razão e Sensorialidade, ela conta o que acontece quando a filosofia encontra o tantra.
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Neste segundo episódio, ela dá dicas para a ressignificação do sexo ocidental – patriarcal, falocêntrico e distorcido pelo pornô. Toque, cheiro, olhar: saiba como fazer do sexo uma espécie de meditação a dois.
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Quatro dicas para eles, este vídeo é dedicado aos boys, com direito a alguns segredinhos que fazem toda a diferença.
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Neste episódio, ela propõe uma meditação guiada para que matemos em nós alguns monstros e abramos espaço para o prazer.
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Neste episódio, ela propõe uma meditação guiada para que a gente mate em nós alguns monstros e abra espaço para o prazer.
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Neste episódio, ela fala de tesão: como mantê-lo, reacende-lo e se contaminar por ele.
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Neste episódio, Carol fala sobre a importância dos rituais – a.k.a. banhos, incensos, óleos essenciais – para desligar o piloto automático e acessar o subconsciente. Vale para masturbação, sexo e muito mais.
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Neste episódio, Carol apresenta as deusas do hinduísmo, mostra que todas elas podem existir em você e explica a importância de se identificar com os arquétipos de Kali, Lakshmi, Parvati e Sarasvati para poder se amar integralmente.
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Neste episódio, Carol dá seis dicas para um orgasmo digno desse nome.
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Neste episódio, ela fala de orgasmo, mostra como negligenciamos nosso prazer e estimula o autoconhecimento.
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Neste episódio, o assunto é vibrador: como usá-lo para impulsionar a energia sexual? Como chegar à ejaculação feminina? Como inserir o brinquedinho no sexo a dois?
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Neste episódio, ela explica por que o tempo da mulher é o que deve ser respeitado e seguido durante o sexo heterossexual.
NEWS
O Globo – Precisamos de uma reforma sexual urgente
18 de julho de 2019

“ Se você é mulher, diga sinceramente a si mesma quantas vezes já gozou de verdade. Um orgasmo tão profundo, um prazer tão imenso, que toma conta do corpo sem que você nada possa fazer para controlá-lo. Não falo do prazer rápido e superficial dos filmes pornô, mas do tipo de êxtase que fez os franceses denominarem a sensação depois de um orgasmo de la petite mort.

Desculpem a minha indiscrição, mas eu gozo assim. Outras mulheres também. E muitas mais querem chegar lá, como pude perceber ao participar do curso I love my pussy (em tradução literal, “Eu amo a minha boc…”), da filósofa e terapeuta tântrica Carol Teixeira, a mulher que defendeu no TEDx que o empoderamento feminino deve passar pela vagina.

Quando ouvi falar das vivências comandadas por ela pela primeira vez, desconfiei. Como é possível que, depois de tanto discurso empoderado, a gente ainda esteja discutindo a importância de uma sexualidade vivida com verdade? Desconfiei tanto que me inscrevi. E quebrei a cara. A questão é: não importa o quanto uma mulher usufrua das conquistas do feminismo nem o quanto ela se dedique a viver sua sexualidade com liberdade. Todas nós carregamos no corpo as consequências de um modo de vida pensado e organizado pelos homens e para os homens.

No curso, ministrado no Rio há duas semanas, éramos em torno de 20 mulheres, com idades, classes sociais, profissões e experiências diferentes. Falamos, ouvimos, dançamos, choramos, gargalhamos e gritamos. Exorcizamos os nossos medos, perdoamos, escrevemos cartas para as nossas mães (em última análise, as grandes “culpadas” por tudo) e nos emocionamos. Aprendemos a olhar, a tocar com sutileza e a massagear. Vimos uma mesma mulher atingir o orgasmo repetidas vezes de forma intensa. Fomos da catarse à fragilidade emocional para recriarmos a ideia de prazer. E, sim —cada uma em sua intimidade e em seu tempo—, todas gozamos. Foi libertador.

Unindo pensadores ocidentais como Georges Bataille ao tantra, a gaúcha de 39 anos tem uma websérie no canal da Hysteria, no Youtube, dá cursos no Rio, em São Paulo e onde mais chamarem. Para ela, o trabalho é uma missão. Uma missão que já levou Camila Pitanga, Leandra Leal, Narcisa Tamborindeguy e centenas de anônimas e famosas a participarem de suas vivências. “É impressionante o nível de insatisfação das mulheres. Precisamos de uma reforma sexual urgente”, diz.

(Por Renata Izaal)

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